sábado, 29 de dezembro de 2007

Insônia




Quelle misère!

Trinta anos esta noite (Le Feu Follet, 1963), já que estávamos falando de Louis Malle. Que filme lindo. Erik Satie de trilha sonora também ajuda.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Too hot to handle

Tenho dormido 13 horas por noite e sonhado as coisas mais bizarras, de tomar o suco do cadáver de uma ex-colega de trabalho (a Magali, eu adorava ela) a camas com cinco lençóis sobrepostos ou a passagens secretas, com cenários que lembram endoscopias, para a lavanderia-cubículo da minha prima grávida. E tenho acordado com dores nas costas, mas isso pode ser da idade.

O ar-condicionado é das poucas coisas que me mantêm vivas nesses últimos dias. Porque eu posso não ter uma cama, nem um fogão, nem cadeiras, mas eu tenho um ar-condicionado. Um, não: dois*. E não é frescura, não. Eu não nasci para temperaturas tão altas. Verão em Porto Alegre e eu não consigo me mexer, não consigo pensar, nada, só perder água e sofrer à beira do desmaio.

Pois decidi hoje que a princesa vai descer da torre e vai ao cinema. Ida e volta morrendo, mas lá tem ar-condicionado. Eu ia tanto ao cinema, não sei o que houve. Certo, eu não pagava. Bem, mas antes disso eu pagava. E ia uma, duas, três vezes por semana. Faz uns dez anos. Naquela época, a CCMQ passava ciclos do Truffaut, o Guion passava ciclos do Louis Malle, e eu matava aquelas aulas de fevereiro, conseqüência da greve, para ir ao ar-condic, digo, cinema. Lembro de chegar na esquina de casa e ter duas plaquinhas: para a direita, Antropologia suada no campus do mato; para a esquerda, Truffaut geladinho na Casa de Cultura. Que dúvida.

Também preciso ir molhar plantas, dois endereços. Posso fazer disso um bico. Não tem gente que passeia cachorros? Eu molho plantas, e elas não fazem cocô na rua. Justo eu, que sempre deixei plantas morrerem porque esquecia de dar água. Mas agora não. A saudável Maria Rita está aí para provar.

Fora isso, bem, fora isso estou precisando mesmo é de uma virada. Bom momento para um Ano Novo. No meu caso, tem muito a ver com o carinhoso jeito alemão de desejar uma “boa entrada”: Guten Rutsch! (literalmente, uma “boa escorregada”). Fico pensando se, além da metáfora visual, isso tem a ver com a neve ou, melhor ainda, com o trago.

Bem, ainda preciso escolher um filme e me besuntar com filtro solar.


* repare na volta que a pessoa faz para não ter que providenciar o plural de ar-condicionado. Ok, seriam dois aparelhos de ar-condicionado, mas fica esquisito. Melhor dar a volta.

Cruel summer

Ah, os anos 80.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Certificado de tia

Fui aprovada. Sabia mais de 70% das letras no Especial Roberto Carlos.

***

Especial, aliás, que é sempre a mesma coisa, mas neste ano foi melhor do que no ano passado (aquele dos duetos, que teve até Mc Leozinho – momento em que fui obrigada a desligar a TV). Bem, o de 2007 não precisava ter Roupa Nova. A participação do Gilberto Gil foi muito esquisita, a da Alcione funcionou tri bem. Mas até agora não entendi o que a Camila Pitanga foi fazer ali. Nada contra a moça, ela não é obrigada a cantar bem (afinal ela é atriz, não é cantora), mas a troco?

Ah, sim, teve aquele começo idiota para tentar justificar a Camila Pitanga. Roberto Carlos dá uma carona para ela e confessa ser noveleiro. Os dois no carro com aquele fundinho muito fake de paisagem, quase enxerguei em technicolor. Credo.




E a mensagem final do Rei, então? O cara não tem o que dizer, esquece esse negócio de mensagem. Põe ele a cantar e fazer as caretas de sempre e pronto, é isso que precisa.

Mas rendeu vários pulinhos no sofá. Como vai você, Outra vez, Negro gato (louvando a terapia), Cama e mesa... teve até Não quero ver você triste!

***

Bem, depois de chegarem aqui pelas palavras de busca “ser brega”, acho que não preciso me explicar nem esconder mais nada.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Confessa

Todo mundo já teve sua camiseta preta de banda.

Seu velho gordo, feio e fedido!

Se me comportar direitinho não funciona, vou ter que mudar de tática. Hmpf.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Diplomada


sábado, 22 de dezembro de 2007

A senhora quer saber por que eu bebo?

Assim como eu, o Ébrio Vicente Celestino busca esquecer.

Receio eterno de uma mente sem lembranças

Conversa com ex-namorado no messenger:

21/12/2007 23:01:43 rocky raccoon bom, vou lá continuar meu filme
21/12/2007 23:02:19 ex-namorado que filme?
21/12/2007 23:02:35 rocky raccoon último tango em paris, revendo :)
21/12/2007 23:02:51 ex-namorado manteiga
21/12/2007 23:02:51 ex-namorado ponto
[…]
21/12/2007 23:08:24 ex-namorado sim... mas essa história da manteiga vou me lembrar pra sempre de ti. é até engraçado tu ter mencionado esse filme conversando comigo
21/12/2007 23:08:32 rocky raccoon ahn?
21/12/2007 23:08:47 ex-namorado a gente não viu esse filme juntos?
21/12/2007 23:08:52 rocky raccoon sim, sim

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

*suspiro*

Fable

Oh, there once was a lady, and so I've been told,
Whose lover grew weary, whose lover grew cold.
"My child," she remarked, "though our episode ends,
In the manner of men, I suggest we be friends."
And the truest of friends ever after they were
-Oh, they lied in their teeth when they told me of her!

Um doce para quem adivinhar