Quando me levantei e fui para o banheiro PENSAR no texto que ia escrever - porque no meio daquilo minha linha de raciocínio vira um eletrocardiograma de arritmia - e vi que ninguém mais precisava recorrer a isso, me ocorreu que o problema pode realmente ser comigo.
Não entendo: para mim, aquilo é como cortar as unhas no meio de um tiroteio. De repente, a memória de 4GB pode ser expandida com um amigo secreto, um cracker invadiu um pão com alho e a maminha é movida a energia solar.
Eu simplesmente não consigo ler ou escrever com berros atravessando as baias. Nem com O FUTEBOL no último volume.
Ó vida.
Dez caixas de ritalina para você, Rocker Raccoon. E boa sorte: amanhã é segunda-feira.
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domingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
enxoval do DDA - itens indispensáveis
1. Chaleira com apito
Coloquei a água no fogo e fui escolher o chá. A caixinha estava meio vazia, então comecei a revirar aquela parte do armário para arrumar tudo. Antes disso, pensei, preciso pegar uma xícara. Peguei e voltei para os chás, mas vi uma cartela vazia de comprimidos estrategicamente posicionada do lado das taças que ainda não tinham sido guardadas, e a cartela estava ali há uma semana para me lembrar de pedir um remédio. Vi as horas, ainda dá tempo. Fui ligar para a farmácia.
Lembrei da última vez em que fiz um chá de maçã e, para não esquecer da água no fogo, levantei o dedo (que ridículo) e fiquei andando com ele assim. Assim eu não esqueço, pensei. Fui até o escritório pegar o telefone e vi uns recibos que eu precisava separar, e mexendo nos papéis é claro que usei o dedo ex-levantado (eu devia mesmo ter pedido ritalina).
Susto. Bombas sendo arrem... pera lá. Isso é na cozinha e isso é minha chaleira que apita! Sempre achei que isso fosse só coisa de escrever na caixa, mas vai ver eu nunca tive paciência para esperar o escândalo, mesmo.
Taí. Chaleira com apito é algo fundamental na casa da moderna DDA. Teflon torrado, nunca mais.
Coloquei a água no fogo e fui escolher o chá. A caixinha estava meio vazia, então comecei a revirar aquela parte do armário para arrumar tudo. Antes disso, pensei, preciso pegar uma xícara. Peguei e voltei para os chás, mas vi uma cartela vazia de comprimidos estrategicamente posicionada do lado das taças que ainda não tinham sido guardadas, e a cartela estava ali há uma semana para me lembrar de pedir um remédio. Vi as horas, ainda dá tempo. Fui ligar para a farmácia.
Lembrei da última vez em que fiz um chá de maçã e, para não esquecer da água no fogo, levantei o dedo (que ridículo) e fiquei andando com ele assim. Assim eu não esqueço, pensei. Fui até o escritório pegar o telefone e vi uns recibos que eu precisava separar, e mexendo nos papéis é claro que usei o dedo ex-levantado (eu devia mesmo ter pedido ritalina).
Susto. Bombas sendo arrem... pera lá. Isso é na cozinha e isso é minha chaleira que apita! Sempre achei que isso fosse só coisa de escrever na caixa, mas vai ver eu nunca tive paciência para esperar o escândalo, mesmo.
Taí. Chaleira com apito é algo fundamental na casa da moderna DDA. Teflon torrado, nunca mais.
domingo, 11 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
dare to fart!
Doctor says French must dare to fart
A French doctor is urging his countrymen to take a more relaxed view of bodily functions for the good of their health.
Frédéric Saldmann says they should give free rein to farting, burping and sweating to reduce the risk of cancer, reports the Daily Telegraph.
In his book, Le Grand Ménage, Dr Saldmann invites them to embrace the stereotypical British view of the French.
The French, he says, should "dare to fart". Getting rid of the two litres of gas produced each day is a "natural process" and retaining it can be harmful to the intestines.
Similarly, he says his countrymen should feel free to belch at will and certainly after each meal. This, he says, is the best way to reduce the risk of getting a hiatal hernia, an ailment which affects almost a third of French people.
Keeping air in the stomach leads to more heartburn, which increases the risk of cancer of the oesophagus. The rise of this disease in France, he says, is due to "the burp that we no longer do".
Dr Saldmann also recommends throwing out anti-perspirants.
"To block sweat not only stops the elimination of toxins," he writes, "but also a certain number of messages that are potentially very attractive to the opposite sex."
Dr Saldmann also recommends cutting down on chewing gum, never eating while walking and reducing the intake of fizzy drinks.
[Via *burp* Ananova]
A French doctor is urging his countrymen to take a more relaxed view of bodily functions for the good of their health.
Frédéric Saldmann says they should give free rein to farting, burping and sweating to reduce the risk of cancer, reports the Daily Telegraph.
In his book, Le Grand Ménage, Dr Saldmann invites them to embrace the stereotypical British view of the French.
The French, he says, should "dare to fart". Getting rid of the two litres of gas produced each day is a "natural process" and retaining it can be harmful to the intestines.
Similarly, he says his countrymen should feel free to belch at will and certainly after each meal. This, he says, is the best way to reduce the risk of getting a hiatal hernia, an ailment which affects almost a third of French people.
Keeping air in the stomach leads to more heartburn, which increases the risk of cancer of the oesophagus. The rise of this disease in France, he says, is due to "the burp that we no longer do".
Dr Saldmann also recommends throwing out anti-perspirants.
"To block sweat not only stops the elimination of toxins," he writes, "but also a certain number of messages that are potentially very attractive to the opposite sex."
Dr Saldmann also recommends cutting down on chewing gum, never eating while walking and reducing the intake of fizzy drinks.
[Via *burp* Ananova]
quinta-feira, 1 de maio de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
barba, cabelo e fofoca
Toda mocinha, fui fazer as unhas. Não é uma coisa que eu faço com a freqüência que gostaria, principalmente por dois motivos.
Primeiro, porque não tenho paciência nem para ficar dando a patinha, nem para virar melindrosa balançando as franjas com as mãozinhas para cima enquanto o esmalte seca.
Segundo, porque entro no lugarzinho bagaceiro da esquina e a manicura – que eu só havia visto uma vez antes disso – me recebe com um “E aí, guria? Me conta as novidades!”
Novidades? Eu não preciso, e nem quero, ir fazer as unhas para ficar falando da minha vida. Para isso eu tenho um blog, ora.
Primeiro, porque não tenho paciência nem para ficar dando a patinha, nem para virar melindrosa balançando as franjas com as mãozinhas para cima enquanto o esmalte seca.
Segundo, porque entro no lugarzinho bagaceiro da esquina e a manicura – que eu só havia visto uma vez antes disso – me recebe com um “E aí, guria? Me conta as novidades!”
Novidades? Eu não preciso, e nem quero, ir fazer as unhas para ficar falando da minha vida. Para isso eu tenho um blog, ora.
Marcadores:
mutley faça alguma coisa,
ora pílulas,
são coisas da vida
quarta-feira, 26 de março de 2008
ora, pílulas!
Faz tempo que não durmo, muito menos direito. All work and no play. E hoje seria minha primeira tarde com umas três horas livres para aquela soneca gostosa.
Por via das, 11h, checar e-mails rapidinho. Ih, trabalho. Mesmo sendo pouca coisa, eu precisava dormir. Melhor dizer não. Mas era amiga de um amigo, então não apenas topei fazer, como ainda arredondei com um DESCONTO.
Para quando ela precisa, mesmo? Ah, para ontem. Não, com “para ontem” não trabalhamos, pelo menos enquanto eu não for amiga do Doc Brown. Mas tudo bem, eu entrego hoje à noite, pode ser? Não, ela quer para a hora do almoço. Mas já passou do meio-dia! E a moça larga “Ah, mas isso ela faz em cinco minutos”. Como? COMO? Eu tô aqui disposta a fazer CARIDADE e ela acha que uma tarde inteira trabalhada com pressa são cinco minutos?
No cu! Hmpf.
Por via das, 11h, checar e-mails rapidinho. Ih, trabalho. Mesmo sendo pouca coisa, eu precisava dormir. Melhor dizer não. Mas era amiga de um amigo, então não apenas topei fazer, como ainda arredondei com um DESCONTO.
Para quando ela precisa, mesmo? Ah, para ontem. Não, com “para ontem” não trabalhamos, pelo menos enquanto eu não for amiga do Doc Brown. Mas tudo bem, eu entrego hoje à noite, pode ser? Não, ela quer para a hora do almoço. Mas já passou do meio-dia! E a moça larga “Ah, mas isso ela faz em cinco minutos”. Como? COMO? Eu tô aqui disposta a fazer CARIDADE e ela acha que uma tarde inteira trabalhada com pressa são cinco minutos?
No cu! Hmpf.
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